O e-commerce brasileiro amadureceu. Em 2026, quem cresce mais é quem executa o básico com excelência. Isso inclui catálogo limpo, estoque correto, entrega previsível e checkout rápido.
O 2º semestre é o “campeonato” do varejo online. Ele concentra datas fortes, picos de demanda e a maior pressão em logística e atendimento. Se você deixar para reagir em novembro, vai pagar mais caro em mídia e perder margem em frete.
Objetivo deste guia: te dar um retrato do cenário e um plano prático, mês a mês, para entrar no 2º semestre de 2026 com operação pronta.
Os números que importam para calibrar metas em 2026
Antes do plano, vale alinhar expectativas com dados atuais. Eles ajudam a dimensionar oportunidade e risco. E evitam metas “no escuro”.
- Segundo o painel de previsão da ABComm, a projeção para 2026 é de R$ 258,4 bilhões em vendas online.
- A ABComm também reportou que 2024 fechou em ~R$ 204,3 bilhões e que a projeção para 2025 é ~R$ 234,9 bilhões, com indicadores como pedidos, ticket e compradores em alta (dados repercutidos pelo E-Commerce Brasil).
- No 1º semestre de 2024, o e-commerce brasileiro atingiu R$ 160,3 bilhões em vendas, segundo a NIQ Ebit (análise NIQ Ebit).
- O Pix já é peça central do consumo e segue batendo recordes, segundo as estatísticas oficiais do Banco Central.
- O Pix Automático entrou em operação em 16 de junho de 2025 e acelera pagamentos recorrentes e assinaturas (comunicado do Banco Central).
Tradução prática: o mercado está grande, mas a disputa ficou mais técnica. Cresce quem domina operação, dados e experiência. E não só quem “investe mais em tráfego”.
O que mudou (de verdade) desde os últimos anos
De 2021 para cá, o consumidor ficou mais exigente. Ele compara mais rápido e abandona carrinho sem dó. E ele espera transparência de prazo, preço final e política de troca.
Ao mesmo tempo, os canais se multiplicaram. Marketplaces continuam fortes, mas redes sociais viraram canal de descoberta e conversão. E o checkout precisa acompanhar essa jornada mais fragmentada.
Outro ponto: o fiscal ganhou peso estratégico. Em 2026, entra a fase inicial do novo sistema IBS/CBS, com obrigações acessórias e ajustes em documentos eletrônicos. Isso impacta operações digitais e também plataformas (orientações do Ministério da Fazenda).
Tendências do e-commerce para 2026 que afetam o 2º semestre
1) Social commerce mais “perto do caixa”
As redes sociais seguem encurtando o caminho entre conteúdo e compra. A tendência é mais conversão dentro do próprio ambiente social. Isso muda criativo, oferta e velocidade de atendimento.
Um marco desse movimento é a expansão do TikTok Shop no Brasil. A previsão de chegada no 2º semestre foi noticiada pela imprensa especializada (Forbes Brasil).
2) Frete e prazo continuam decidindo a conversão
O consumidor pode aceitar pagar pelo frete. Mas ele exige previsibilidade. E ele quer ver o custo total logo no início.
Em pesquisa CX Trends 2024 (Opinion Box + Octadesk), frete grátis aparece como gatilho forte de compra (67%). O prazo também pesa na decisão (relatório em PDF).
3) Pagamentos: Pix é obrigatório, e recorrência cresce
Pix não é “opção extra”. Ele é requisito competitivo. Isso vale para conversão no checkout e para conciliação financeira no pós-venda.
Com o Pix Automático, cresce a oportunidade de modelos recorrentes. Isso inclui assinaturas, reposição e clubes de benefícios. E também reduz atrito em cobranças recorrentes (página oficial do Pix Automático).
4) Promoções mais distribuídas: a “Black” começa antes
O pico ainda existe. Mas ele se espalhou. O varejo trabalha esquenta, semana completa e “Black November”.
Na Black Friday de 2025, o e-commerce faturou R$ 4,76 bilhões na sexta-feira, com crescimento de 11,2% versus 2024, segundo a Confi Neotrust (dados divulgados na imprensa do setor). Veja um resumo em Meio & Mensagem.
5) Compliance e confiança: LGPD e cookies no radar
Privacidade deixou de ser tema “só do jurídico”. Ela afeta mídia, analytics e CRM. E também afeta confiança do cliente.
A ANPD publicou um guia orientativo específico sobre cookies e proteção de dados. Ele é uma boa base para revisar banner, preferências e política do site (guia da ANPD (PDF)).
6) Fiscal e documentos eletrônicos: atenção extra em 2026
Em 2026, IBS e CBS passam a valer, com foco em obrigações e testes. Na prática, isso puxa ajustes em emissão e leiautes de documentos eletrônicos. E também puxa exigências de informação em plataformas digitais (comunicado do Ministério da Fazenda).
Se sua operação vende em múltiplos canais, o risco aumenta. Porque “erro fiscal” em pico de vendas vira gargalo. E vira retrabalho caro.
Checklist do 2º semestre de 2026 (mês a mês)
Use esta linha do tempo como base. Ajuste conforme seu nicho e calendário comercial. O objetivo é chegar em novembro com tudo “rodado”.
| Mês | Foco | Ações práticas |
|---|---|---|
| Julho | Diagnóstico e margem |
|
| Agosto | Catálogo e experiência |
|
| Setembro | Ofertas e CRM |
|
| Outubro | Operação para pico |
|
| Novembro | Black Friday e pós-venda |
|
| Dezembro | Natal e retenção |
|
KPIs que você precisa acompanhar no 2º semestre
Você não precisa de 50 métricas. Você precisa de poucas métricas, bem definidas, por canal. E precisa olhar isso toda semana.
- Conversão por canal (site, marketplace, social, afiliados).
- Margem líquida por pedido (produto + frete + taxa + mídia).
- Ruptura e atraso (o que vendeu sem estoque e o que atrasou).
- Abandono de checkout (por forma de pagamento e dispositivo).
- Recompra em 30/60 dias (principal sinal de saúde do negócio).
Como o ONCLICK KPL ajuda a “segurar” o 2º semestre
No pico, o problema raramente é “falta de pedido”. O problema é pedido travando em algum ponto. Pode ser estoque. Pode ser expedição. Pode ser fiscal. Pode ser conciliação.
O ONCLICK KPL é um ERP focado em e-commerce. Ele ajuda a organizar o fluxo de pedidos, controlar estoque, acelerar picking e packing e integrar canais e rotinas fiscais. Isso reduz retrabalho e aumenta previsibilidade em períodos críticos.
Se o seu objetivo para 2026 é crescer sem perder margem, a conversa começa na operação. E termina em experiência. No meio, entra gestão e dados.
Perguntas frequentes sobre o e-commerce em 2026
O e-commerce vai crescer em 2026?
As projeções seguem positivas. A ABComm aponta expectativa de R$ 258,4 bilhões para 2026. Use a projeção como referência de mercado, mas planeje com base no seu histórico e na sua margem.
O que mais derruba vendas no 2º semestre?
Ruptura de estoque, atraso na entrega e checkout lento. Em novembro, esses três pontos explodem. E o custo para corrigir “no calor do momento” é maior.
Preciso depender de marketplace para crescer?
Não necessariamente. Marketplaces ajudam em escala, mas podem pressionar margem. O ideal é um mix saudável entre loja própria, marketplaces e canais de demanda (CRM e social).
Qual a prioridade número 1 para começar agora?
Margem por pedido e capacidade operacional. Se você não souber o lucro real por canal, você pode “vender muito e ganhar pouco”. E pode travar no pico.
Conclusão
2026 não é sobre fazer “uma grande campanha”. É sobre entrar no 2º semestre com operação preparada. E isso é o que diferencia quem cresce de quem só “passa por novembro”.
Se você quiser, use este guia como checklist e adapte à sua realidade. E quando for hora de escalar com segurança, conheça o ONCLICK KPL para dar suporte ao volume sem perder controle.