Percentual de empresas que fecham no primeiro ano: Veja os dados (atualizado em 2025)

A imagem mostra duas mulheres em um ambiente de loja de roupas. Uma delas, com cabelos cacheados e camiseta branca, está sorrindo e entregando uma sacola de compras para a outra mulher, que também está sorrindo. Ambas parecem estar em uma interação positiva e agradável. O ambiente da loja é composto por araras com roupas penduradas e uma parede verde ao fundo.

O mito dos “80% vão à falência” em um ano

É comum ouvir que “80% das micro e pequenas empresas fecham as portas no primeiro ano”, uma estatística alarmante que assusta empreendedores iniciantes. No entanto, essa afirmação é um mito e não é suportada pelos dados oficiais. Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desmontam esse mito: na realidade, cerca de 20% das empresas empregadoras fecham no primeiro ano, bem diferente dos supostos 80%. Ou seja, aproximadamente 80% dos novos negócios sobrevivem pelo menos até o segundo ano de atividade. Esses números oficiais oferecem uma visão muito mais otimista e realista do cenário empresarial brasileiro, eliminando o discurso exageradamente negativo.

O que dizem os dados oficiais do IBGE

A pesquisa Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo do IBGE acompanha o nascimento, sobrevivência e mortalidade de empresas formais no Brasil (excluindo MEIs). Os dados mais recentes confirmam que a taxa de mortalidade no primeiro ano é bem menor do que se imagina. Por exemplo, das empresas fundadas em 2021, cerca de 79,6% sobreviveram ao primeiro ano de atividade – isto é, aproximadamente 20% encerraram as atividades no primeiro ano, número muito distante dos “80%” frequentemente mencionados.

Essa tendência de mortalidade moderada se mantém em análises de outros anos. Considerando as empresas nascidas em 2017, cerca de 76,2% chegaram vivas ao fim do primeiro ano (2018). Mesmo após cinco anos, 37,3% dessas empresas de 2017 ainda estavam ativas em 2022. Em outras palavras, cerca de 62,7% fecharam em até cinco anos, uma proporção elevada – porém referente a cinco anos, não a apenas um. Os dados do IBGE indicam que o período crítico se estende pelos primeiros anos de vida da empresa, mas a maioria supera o primeiro ano.

Taxa de fechamento no 1º ano por porte da empresa

Os números do IBGE também mostram que a probabilidade de sobrevivência aumenta conforme o porte da empresa, ou seja, negócios maiores tendem a resistir mais. A tabela a seguir compara a taxa de fechamento no primeiro ano (mortalidade no 1º ano) de empresas por porte, de acordo com o número de empregados assalariados:

Porte da empresaTaxa de fechamento no 1º ano (aprox.)
Microempresa (até 9 empregados)~25% fecham no 1º ano
Pequena empresa (10 a 49 emp.)~9% fecham no 1º ano
Média empresa (50 a 249 emp.)~8% fecham no 1º ano
Grande empresa (250 ou mais emp.)<5% fecham no 1º ano

Fonte: IBGE – Demografia das Empresas (taxa de sobrevivência no 1º ano por faixa de pessoal ocupado assalariado).

Como podemos ver, as microempresas têm a maior mortalidade relativa no início: aproximadamente 1 em cada 4 microempresas fecha no primeiro ano. Já entre as pequenas empresas (10–49 empregados), menos de 1 em cada 10 encerra atividades no primeiro ano. As empresas médias e grandes apresentam índices ainda menores – apenas uma fração (single digits) acaba fechando no primeiro ano. Em resumo, quanto maior o porte do negócio, maior a chance de sobrevivência inicial, segundo os dados do IBGE. Essa relação direta entre porte e sobrevivência ocorre porque negócios maiores geralmente começam com mais capital, estrutura e acesso a mercado, tornando-os mais resilientes a dificuldades iniciais.

Desmistificando a mortalidade de novos negócios

Os dados revelam que não é verdade que “quase todos” os pequenos negócios quebram em poucos meses. Na prática, a maioria sobrevive além do primeiro ano, especialmente aqueles que nascem bem planejados e estruturados. Isso não significa que empreender seja fácil – pelo contrário, cerca de 60% das empresas de fato fecham as portas em até cinco anos.

Vários fatores explicam por que micro e pequenas empresas têm mortalidade maior nos primeiros anos. Segundo especialistas, negócios de menor porte enfrentam desafios como alta competitividade, falta de gestão profissional e dificuldades financeiras no início.

Muitas vezes, pequenos empreendedores iniciam com capital de giro insuficiente ou sem um plano de negócios sólido, o que os deixa mais vulneráveis a imprevistos. Além disso, a ausência de colaboradores dedicados a áreas-chave (financeiro, marketing, planejamento) faz com que o dono da microempresa acumule funções e possa cometer erros administrativos. Esses fatores contribuem para que o ciclo de vida seja mais curto entre empresas pequenas, em comparação às de maior porte que dispõem de mais recursos e estrutura.

É importante notar, porém, que “maior mortalidade” não significa “mortalidade extrema”. Por exemplo, mesmo enfrentando mais dificuldades, cerca de 75% das microempresas superam o primeiro ano. Ou seja, a maioria consegue sim se manter ativa, especialmente quando o empreendedor busca capacitação e planeja suas ações.

A importância do planejamento e da gestão eficaz

Se os números do IBGE derrubam mitos, eles também trazem uma mensagem clara: planejamento e boa gestão fazem diferença na sobrevivência empresarial. Empresas que alcançam os primeiros aniversários tendem a ter alguns pontos em comum, como:

  • Planejamento prévio – Antes de abrir as portas, estudar o mercado, definir público-alvo, analisar concorrentes e elaborar um plano de negócio aumenta muito as chances de sucesso. Negócios iniciados “no improviso” estão mais sujeitos a tropeços iniciais.
  • Capital de giro e finanças em ordem – Manter reserva financeira para os primeiros meses (que costumam ter faturamento menor) e controlar custos fixos evita que a empresa fique inadimplente ou sem caixa rapidamente.
  • Capacitação e gestão profissional – Pequenos empreendedores que buscam conhecimento em gestão, seja através do Sebrae, cursos ou mentoria, conseguem administrar melhor suas empresas. Boa gestão de estoque, fluxo de caixa, divulgação e atendimento ao cliente são fundamentais para atravessar os primeiros anos.
  • Adaptação e resiliência – Os primeiros anos trazem imprevistos (mudanças na economia, novos concorrentes, mudanças de demanda do consumidor). Negócios que se mostram flexíveis para adaptar produtos, ajustar estratégias de marketing e cortar gastos desnecessários têm mais fôlego para sobreviver.

Embora o ambiente de negócios brasileiro tenha suas dificuldades, os dados reais mostram que é plenamente possível prosperar além do primeiro ano. Conhecer as estatísticas verdadeiras ajuda o empreendedor a encarar os riscos de forma equilibrada – nem otimismo ingênuo, nem pessimismo paralisante.

Uma boa gestão aproveita-se da tecnologia para levar o negócio a níveis inimagináveis

Outro ponto a ser considerado é o relacionamento com o cliente, fornecedores e parceiros. Uma empresa que sabe gerir e tem as ferramentas adequadas, consegue dar conta de tudo de forma mais simplificada.

Para essa função, os ERPs, sistemas de gestão, são aliados. São ferramentas completas de gerenciamento que auxiliam o seu negócio na hora de gerir e oferecer a melhor experiencia para os seus clientes.

Atualmente, existem diversos tipos de softwares, ferramentas e soluções avançadas que promovem melhorias no dia a dia dos negócios. Confira alguns deles:

  • ERPs: como já falado, esse é um dos mais completos sistemas para a gestão. O seu nome é autoexplicativo. A sigla remete a “Sistema integrado de gestão empresarial”, ou seja, é um dashboard completo de todas as áreas do negócio.
  • CRM: esse sistema é usado para controlar as interações com os clientes. Ele armazena as informações sobre os possíveis e atuais clientes, gerencia e analisa todas as interações. Possibilitando, assim, um preparo maior da empresa, otimizando a rentabilidade, a personalização de campanhas e até o aumento de vendas. Esta ferramenta pode ser conectada ou estar dentro do ERP.  
  • BI: ele é outro conceito que lida com dados. Nesse caso, combina a análise empresarial com mineração e visualização de dados, ferramentas e práticas que ajudam na tomada de decisões mais estratégicas.
  • PDV: já existem sistemas completos e futuristas para gerenciar o PDV. Ele pode envolver desde a impressão das placas, até o sistema integrado com promoções que enviam mensagens de texto personalizadas quando o cliente está em contato com ele.  

Seja qual for o tipo de gestão ou ferramentas utilizadas para ela, podemos concluir que a sua existência e o auxílio da tecnologia são indispensáveis nos dias atuais. Se a sua empresa não as tiver, as chances de ficar entre os 20% que fecham as portas com menos de um ano aumentam.

A tecnologia chegou para adicionar agilidade, segurança, eficiência e maior produtividade. A boa notícia é que a digitalização e a automação chegaram para ficar. Por isso, a tendência é que a tarefa de organizar uma empresa se torna cada vez mais fácil. Porém, para isso, ainda é necessário muito planejamento e conhecimento antes de iniciar as atividades.

A ONCLICK é uma das empresas que podem facilitar a gestão do seu negócio. Por meio de suas soluções – ERP, o PDV e o KPL -, oferece as soluções completas para a melhor eficiência, organização e facilidade na tomada de decisões.

Considerações finais

A ideia de que “a maioria esmagadora das empresas quebra em meses” é um mito desmentido pelas estatísticas oficiais. Cerca de 80% dos pequenos negócios sobrevivem ao primeiro ano no Brasil e muitos seguem adiante quando bem geridos. Isso não significa que empreender seja fácil – pelo contrário, exige preparo, dedicação e capacidade de aprender com erros.

Em suma, se você é um pequeno empreendedor, leve em conta as lições dos números: invista em conhecimento, faça um planejamento sólido e não se deixe abater por estatísticas apocalípticas infundadas. A jornada empresarial apresenta desafios, mas com informação de qualidade e boa gestão, as chances de sucesso são bem mais animadoras do que aquele velho mito fazia parecer. Empreender com os pés no chão – mas com confiança – é possível e viável, comprovadamente, para a maioria dos que tentam.

Referências: Dados oficiais do IBGE – Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo (últimas edições) agenciadenoticias.ibge.gov.br análise de fatores de sobrevivência em pequenos negócios exame.com.

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