Você sabe quais fatores englobam o custo de estoque de um negócio?

Geralmente expresso em porcentagem, o custo de estoque nada mais é do que todo o investimento de capital, armazenagem, depreciação, seguro, tributação, obsolescência e encolhimento durante um tempo determinado.

Normalmente, os custos de estoque variam bastante dependendo do ramo de negócio, mas são sempre bastante altos. Por isso, mantê-los sob controle é também uma forma de inteligência operacional e, quando isso é realizado de maneira estratégica, pode potencializar resultados.

Neste artigo, além de entender com mais profundidade esse conceito, você vai ver como realizar o cálculo e quais fatores devem ser analisados. Acompanhe!

Por que calcular o custo de estoque é um desafio?

Muitas empresas não conhecem com profundidade os custos totais atrelados aos seus estoques. Algumas confiam cegamente na falsa premissa de que a contabilidade regular fornece uma estimativa razoável de quanto investem nessa área.

Primeiro, é importante dizermos que a medição do custo do estoque, por si, é um desafio. Há uma série de sistemas alternativos de contabilidade de custos que podem ser relevantes para alguns propósitos, embora sejam inadequados ou perigosos para outros.

Nem sempre é possível ou econômico controlar todos os custos, dividi-los e alocá-los adequadamente. Os números relevantes nem sempre aparecem nos registros contábeis convencionais e, quando parece que o fazem, é preciso ter cuidado com o conjunto de regras e suposições usadas para produzir esses números.

Por exemplo, no momento de combinar os diferentes custos, é necessário certificar-se de que os elementos são consistentemente expressos como números antes dos impostos ou após os impostos e não uma mistura dos dois.

Em segundo lugar, o verdadeiro custo do estoque envolve muitos elementos e vai muito além do custo das mercadorias vendidas ou das matérias-primas adquiridas. As despesas de gerenciamento e manutenção vêm imediatamente à mente, mas não param por aqui. Acrescente a isso seguros, interesses, perdas etc. A lista é realmente longa.

Quais são os custos de estoque mais comuns?

Em linhas gerais, podemos dividir os custos de estoque em pelo menos quatro grandes categorias: custos de pedidos, de manutenção, de falta de estoque (também chamado custo de escassez) e de depreciação.

Veja a seguir um detalhamento de cada um deles.

Custo de pedido

O custo de pedido, ou o custo de reabastecimento de estoque, cobre o atrito criado pelos próprios pedidos, ou seja, o que é investido sempre que são abertas demandas aos fornecedores. Ele pode ser dividido em duas partes:

  • o custo do próprio processo de pedido: pode ser considerado como fixo, independentemente do número de unidades solicitadas. Em geral, inclui taxas e gastos administrativos relacionados ao processamento de faturas, contabilidade ou comunicação;
  • os custos de logística de entrada: relacionados ao transporte e recepção (descarga e inspeção), esses custos são variáveis. Podem englobar, por exemplo, o custo de envio do fornecedor, que depende do volume total solicitado, produzindo, por vezes, fortes variações no investimento por unidade.

Custo de manutenção

Os custos de manutenção são centrais para um ponto de vista “estático” no estoque, ou seja, quando se concentra no impacto de ter mais ou menos mercadoria armazenada, independentemente do fluxo.

Ele pode ser subdividido em:

  • custos de capital (ou encargos financeiros): tudo relacionado ao investimento, aos interesses no capital de giro e ao custo de oportunidade do dinheiro investido;
  • custos de espaço de armazenamento: incluem construção e manutenção de instalações (iluminação, ar condicionado, aquecimento etc.), o custo de compra, depreciação ou arrendamento e os impostos sobre a propriedade;
  • custos de serviços de inventário: incluem seguro, hardwares e aplicações de TI, mas também manuseio físico com os recursos humanos, gerenciamento etc. Também podem abranger as despesas relacionadas ao controle de estoque e contagem de ciclos. E, embora sejam uma espécie de categoria por conta própria, os impostos também podem ser considerados aqui;
  • custos de risco de estoque: cobrem essencialmente o risco de que os itens possam cair em valor durante o período em que são armazenados. Isso é especialmente relevante no varejo e com produtos perecíveis.

Custo de falta de estoque

Como o próprio termo sugere, os custos de falta de estoque referem-se ao que a empresa perde, ou deixa de ganhar, por não conseguir suprimentos para fabricação ou mercadorias para entregar aos seus clientes. Normalmente, são categorizados de duas formas: custos de vendas perdidas e custos de atrasos.

Custo de depreciação

Os custos de depreciação estão relacionados aos itens de estoque que não podem ser usados por terem sido danificados durante o armazenamento. Eles são descartados a um preço reduzido ou nenhum preço. Dependendo de quão perecível o inventário é ou da velocidade com que as mudanças tecnológicas impactam os valores de estoque, isso pode gerar um custo substancial.

Como reduzir o custo de estoque na sua empresa?

Fez o cálculo e percebeu que seu custo total de estoque está alto? Confira, a seguir, algumas dicas para reduzi-lo.

Levante os custos

Como você viu, são diversos os tipos de custos que envolvem o estoque. É importante que a empresa tenha dados que facilitem o levantamento dessas despesas, pois, a partir disso, será possível determinar o valor global.

Conheça os níveis de estoque atualizados

A manutenção dos níveis de estoque é a maneira mais direta de evitar excessos e, como resultado, reduzir os custos. É fundamental, portanto, fazer o acompanhamento de uma maneira sempre atualizada. Isso ajuda a manter os gastos sob controle e, inclusive, poder atuar em tempo hábil.

Informatize o controle de estoque

Embora um sistema de gerenciamento de inventário baseado em planilhas possa dar uma ideia geral de quanto estoque você tem em um determinado ponto no tempo, soluções especializadas ajudam a manter essas informações atualizadas automaticamente.

Um bom sistema integrado de gestão (ERP) permite tomadas de decisões estratégicas com rapidez, pois torna o controle de estoque parte da administração estratégica do negócio e facilita a geração de relatórios analíticos.

Realize inventários periódicos

Com que rapidez você consegue produtos de reposição quando está com pouco dinheiro? Quanto mais tempo demorar, mais itens deverá manter à mão e, como resultado, maiores serão os custos.

A realização periódica de inventários, aliada à informatização dos controles, permitirá que você acompanhe as movimentações de vendas e estoque em tempo real, o que ajuda na reordenação automática sem elevação dos custos.

Como você viu, são diversos os fatores que impactam no custo de estoque global. É preciso fazer um acompanhamento sistemático e, a partir disso, agir preventivamente. A boa notícia é que a tecnologia facilita todo esse processo, reduzindo a necessidade de intervenção humana (processos manuais) e, consequentemente, diminuindo os erros e retrabalhos.

Como está o controle do custo de estoque na sua empresa? Gostou das dicas aqui apresentadas? Para receber mais artigos como esse diretamente na sua caixa de e-mail, assine agora a nossa newsletter!

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