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AliExpress e Correios firmam acordo para acelerar entregas no Brasil.

Entenda o que prevê o acordo entre AliExpress e Correios para acelerar entregas na Black Friday e no 11.11, e o que ainda depende de execução.
Smartphone exibindo o aplicativo do AliExpress ao lado de caixas dos Correios em centro de triagem, ilustrando o acordo entre AliExpress e Correios para acelerar entregas no Brasil

O acordo entre AliExpress e Correios, firmado em setembro na sede do Alibaba Group em Hangzhou, na China, renova a parceria responsável pela entrega dos pedidos feitos por consumidores brasileiros na plataforma.

Como parte desse movimento, as duas empresas assinaram um memorando de entendimentos com ações voltadas a acelerar as entregas durante os períodos de maior volume de compras do ano, caso da Black Friday e do 11.11, principal data de vendas do e-commerce chinês.

O momento em que o anúncio chega não é qualquer um, já que em 2025, os Correios enfrentaram o maior prejuízo de sua história recente, e foi justamente o segmento de encomendas internacionais, o mesmo que sustenta entregas como as do AliExpress, que mais sofreu com isso: o volume dessas encomendas caiu de 149 milhões para 41 milhões de unidades em apenas um ano, uma queda superior a 50%.

É por isso que entender o que o acordo prevê, e também o que ele ainda não garante, ajuda a enxergar o anúncio dentro desse plano de fundo mais amplo.

Serve, inclusive, de referência para qualquer gestor que precise preparar a própria operação para os mesmos picos de demanda que motivaram a parceria.


O que prevê o acordo entre AliExpress e Correios?

O memorando renova o contrato que garante a entrega, no Brasil, dos pedidos feitos por consumidores no AliExpress, formalizando ainda um conjunto de ações conjuntas de planejamento logístico para a alta temporada de fim de ano.

De acordo com o comunicado oficial dos Correios, as duas empresas passam a integrar esse planejamento em torno de três frentes: reduzir prazos de entrega, aumentar a capacidade de processamento e dar mais visibilidade ao rastreamento dos pedidos.

A cerimônia de assinatura reuniu representantes das duas operações, ja pelos Correios, estiveram presentes Hilton Rogério Maia Cardoso, da área de Negócios, José Marcos Gomes, de Operações, Éverton Ferreira dos Santos, do Conselho de Administração, e Luiz Pavão, CEO da Infracommerce/MaisCorreios.

Já pelo lado do AliExpress e do Alibaba Group, participou Wang Ke, conhecido como Vince, gerente-geral de Logística para a América do Sul.

Na ocasião, Briza Bueno, diretora-geral do AliExpress no Brasil, destacou a capilaridade da rede postal brasileira ao afirmar que “a capilaridade dos Correios leva o AliExpress ao Brasil inteiro”. Emmanuel Rondon, presidente dos Correios, foi na mesma direção ao dizer que a estatal “está preparada para o aumento do volume de encomendas previsto para o fim do ano”.

Ainda assim, vale registrar o que o comunicado não traz: nenhuma das duas empresas divulgou metas numéricas, percentuais de redução de prazo, volumes esperados ou cronograma detalhado das ações. Por enquanto, portanto, o que existe é um compromisso de planejamento conjunto, e não um resultado mensurável.


Por que a Black Friday e o 11.11 pressionam a logística?

Basta olhar para os números de novembro para entender a pressão, já que sozinho, o mês concentra uma fatia expressiva do faturamento anual do e-commerce brasileiro: segundo projeção da Confi em parceria com o E-Commerce Brasil, a Black Friday de 2026 deve movimentar R$ 13,3 bilhões apenas nos quatro dias do evento, avanço de 20,7% sobre os R$ 11 bilhões do ano anterior, com 69,4 milhões de produtos vendidos.

O 11.11, por sua vez, projeta R$3,17 bilhões, mantendo-se como a segunda maior concentração de vendas em um único dia do calendário.

Mais do que isso, em 2025, segundo a mesma fonte, novembro inteiro movimentou R$ 46,98 bilhões, mas apenas 23,5% desse total ficou concentrado nos quatro dias de Black Friday, na prática, isso mostra que o pico de pedidos não é um evento pontual: é um mês inteiro de demanda elevada.

Esse volume concentrado testa, ao mesmo tempo, três camadas da operação: a capacidade de processar pedidos no mesmo ritmo em que chegam, a capacidade de transporte para escoá-los sem represar remessas, e a capacidade de informar ao cliente onde está o pedido, em tempo real, sem depender de atendimento humano para cada consulta.

Quando qualquer uma dessas camadas falha, o efeito costuma aparecer primeiro como atraso, depois como reclamação, e só então como número em um relatório interno, o que explica por que operações despreparadas tendem a perceber o problema tarde demais.


O que o acordo entre AliExpress e Correios pode mudar para o consumidor brasileiro?

Antes de qualquer conclusão, é preciso separar o que o acordo entre AliExpress e Correios pretende alcançar daquilo que já está comprovado.

Os objetivos declarados, redução de prazo, mais capacidade de processamento e melhor rastreamento, dependem de execução ao longo dos próximos meses, e nenhuma das fontes consultadas confirma que as entregas já estão mais rápidas hoje.

O que existe, de fato, é um planejamento conjunto formalizado entre as duas empresas, com o calendário de alta demanda como horizonte declarado.

Essa distinção importa ainda mais quando se olha para o contexto: segundo o já citado levantamento do Times Brasil, o segmento de encomendas internacionais dos Correios perdeu mais da metade do volume em um único ano, com a receita da categoria caindo de R$3,9 bilhões para R$1,3 bilhão.

Por trás do anúncio, portanto, está a tentativa de reverter essa tendência, ou ao menos estancá-la antes do pico de fim de ano, um objetivo que só se confirma com dados reais de entrega ao longo dos próximos meses, não com a assinatura do memorando em si.


Entregas mais rápidas dependem de uma operação integrada

Um acordo de transporte resolve apenas parte do problema de entrega, o restante depende de como a operação de quem vende, seja um marketplace internacional, seja um e-commerce brasileiro, organiza o fluxo entre estoque, pedido, faturamento, expedição, transporte e atendimento.

Quando esses elos não conversam entre si, o volume mais alto de novembro não encontra gargalo só na transportadora: aparece também no atraso da separação do pedido, no erro de faturamento causado pelo volume acima do normal e no atendimento sobrecarregado por perguntas que a falta de rastreamento visível obriga o cliente a fazer.

Não por acaso, a rastreabilidade é um dos três pilares citados no próprio memorando dos Correios: ela é o elo que conecta a experiência do cliente a tudo o que acontece nos bastidores.

Um pedido pode estar dentro do prazo e, ainda assim, gerar insatisfação se o cliente não consegue acompanhar onde ele está, já que a falta de visibilidade cria a mesma ansiedade de um atraso real.

Por essa razão, em operações de alta demanda, investir em rastreamento confiável tende a reduzir o volume de chamados de suporte tanto quanto reduzir o próprio prazo de entrega.


Como preparar a operação para períodos de alta demanda?

Independentemente do que o acordo entre AliExpress e Correios entregar na prática, a lição é replicável para qualquer operação que vá enfrentar um pico de demanda em novembro.

O primeiro ponto de atenção é o estoque: mapear com antecedência quais produtos puxam o volume da data. e garantir que os itens de giro alto não entrem em ruptura justamente no momento de pico de busca, quando a reposição já não dá mais tempo de chegar.

Junto com isso, vale acompanhar o tempo entre pedido pago e pedido despachado, porque esse intervalo tende a crescer silenciosamente conforme o volume sobe e costuma aparecer em reclamação antes de aparecer em qualquer relatório interno.

Outro ponto decisivo é a integração entre estoque, pedidos, faturamento e expedição, pois quando esses sistemas não conversam entre si, um pico de vendas passa a depender de conciliação manual entre planilhas, e é exatamente aí que o gargalo se manifesta primeiro em datas de alto volume.

Vale a pena também monitorar, dia a dia e não só ao final do mês, a taxa de erro de separação, o tempo de expedição e o volume de chamados de suporte, porque isso ajuda a identificar um problema operacional enquanto ele ainda é pequeno, e a equipe de atendimento e operação merece reforço antecipado, não uma reação depois que o volume já subiu e os primeiros problemas já apareceram.


O papel do ERP na gestão do e-commerce

Nesse cenário, o mesmo que motivou o acordo entre AliExpress e Correios, um sistema de gestão integrado, o ERP, cumpre um papel específico: centraliza as informações de estoque, pedidos, faturamento e expedição em um único lugar.

Isso não controla o transporte realizado pelos Correios, nem acelera o trajeto físico de uma encomenda, mas organiza a parte da operação sob controle direto de quem vende, que é justamente onde nascem a maioria dos atrasos evitáveis: erro de faturamento, divergência de estoque, demora na separação do pedido.

Em outras palavras, a centralização de dados não substitui um acordo de logística entre grandes empresas, na verdade, ela prepara o terreno para que, quando o volume de pedidos aumentar, a parte da cadeia que a empresa efetivamente controla não se torne o próprio gargalo.


O papel do ERP na gestão do e-commerce

Como todo compromisso declarado, o memorando só mostra sua efetividade com evidência concreta ao longo da alta temporada.

Vale observar, portanto, se Correios e AliExpress passam a divulgar indicadores operacionais específicos sobre prazo de entrega e capacidade de processamento, se há melhoria perceptível na experiência de rastreamento relatada pelos consumidores, e se o volume de encomendas internacionais entregues pelos Correios reverte, ainda que parcialmente, a queda registrada em 2025.

São esses três pontos, e não o anúncio em si, que vão determinar se o acordo cumpriu o que prometeu.


Conclusão

Nesse cenário, criado pelo acordo entre AliExpress e Correios, um sistema de gestão integrado, o ERP, cumpre um papel específico: centraliza as informações de estoque, pedidos, faturamento e expedição em um único lugar

O contexto por trás do anúncio, um segmento de encomendas internacionais que perdeu mais da metade do volume em um ano, dentro de uma estatal que atravessou o maior prejuízo de sua história recente, ajuda a entender por que esse tipo de parceria importa tanto para os Correios quanto para o AliExpress.

Mas o aprendizado que fica, inclusive para quem não tem nenhuma relação com essas duas empresas, é mais simples do que parece: um acordo de transporte resolve parte do problema de entrega, enquanto a outra parte depende de estoque, pedidos, faturamento e expedição conversando entre si antes que o volume suba.

E isso vale tanto para uma plataforma internacional quanto para o e-commerce brasileiro de menor porte que vai enfrentar a mesma Black Friday.


FAQ — Perguntas frequentes

  • O que prevê o acordo entre AliExpress e Correios? A renovação de um memorando de entendimentos assinado em setembro de 2026, na sede do Alibaba Group em Hangzhou, com ações conjuntas de planejamento logístico voltadas a três frentes: redução de prazos de entrega, aumento da capacidade de processamento e maior visibilidade no rastreamento dos pedidos durante a alta temporada de fim de ano, segundo comunicado oficial dos Correios.

  • O acordo garante entregas mais rápidas? Não! O memorando estabelece objetivos e um compromisso de planejamento conjunto, mas nem o comunicado dos Correios nem o do AliExpress confirmam resultados efetivos até o momento, pois a redução de prazo depende da execução das ações ao longo dos próximos meses.

  • O que é o 11.11 no comércio eletrônico? É o dia 11 de novembro, principal data de vendas do e-commerce chinês, equivalente em escala à Black Friday no mercado ocidental. No Brasil, a projeção para 2026 é de R$ 3,17 bilhões em vendas apenas nesse dia, segundo a Confi em parceria com o E-Commerce Brasil.

  • Como acompanhar uma compra do AliExpress? O rastreamento é feito pelo próprio aplicativo ou site do AliExpress, a partir do código de rastreio da encomenda. A melhoria na visibilidade desse rastreamento é um dos três objetivos declarados no memorando assinado com os Correios, mas ainda depende de implementação.

  • Como um ERP pode ajudar a preparar um e-commerce para a Black Friday? Centralizando as informações de estoque, pedidos, faturamento e expedição em um único sistema, o que reduz a chance de gargalos operacionais internos, como erro de faturamento ou demora na separação de pedidos, justamente no período em que o volume de vendas está mais alto, e um ERP não controla o transporte realizado por terceiros, mas organiza a parte da cadeia sob controle direto da operação.

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A ONCLICK é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve sistemas de gestão (ERP) para distribuição, indústria, varejo, serviços e e-commerce, com soluções específicas para integração entre estoque, pedidos, faturamento e marketplaces.

Para quem opera em volume alto, como no cenário descrito neste artigo, conhecer como um ERP organiza essas informações em um único lugar é o primeiro passo antes de decidir se vale automatizar esse controle.

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