Otimizar processos é uma das formas mais diretas de aumentar produtividade e proteger margens — especialmente em logística, onde atrasos, falta de visibilidade e retrabalho viram custo rapidamente. Nesse cenário, usar um ERP na logística deixou de ser “projeto de TI” e passou a ser decisão operacional e fiscal: ele integra áreas, automatiza rotinas e melhora o controle ponta a ponta, do pedido ao faturamento e à entrega.
Além disso, 2026 traz um ponto de atenção extra: com a entrada em vigor das obrigações relacionadas à CBS e ao IBS, empresas devem se preparar para ajustes em documentos fiscais eletrônicos e integração consistente entre times e sistemas.
O que é um ERP?
ERP (Enterprise Resource Planning) é um sistema de gestão que centraliza dados e integra processos de diferentes áreas (compras, estoque, expedição, financeiro, fiscal, vendas e transporte). O objetivo é reduzir ilhas de informação e transformar rotinas manuais em fluxos padronizados e rastreáveis.
Na logística, isso significa operar com:
- relatórios e indicadores para tomada de decisão.
- dados confiáveis em tempo real (estoque, pedidos, status de separação/expedição);
- menos retrabalho entre áreas;
Por que utilizar um ERP para otimizar a logística?
Com essa ferramenta, o gestor consegue ter uma visão integral das etapas de trabalho a fim de melhorar o desempenho da empresa. O sistema é importante para otimizar todas as atividades e acelerar a automatização dos processos, eliminando o uso de notas, planilhas ou cadernos físicos. Os dados são disponibilizados de forma digital, assim, a perda de informações é praticamente extinta, o que traz vantagens para a produtividade do negócio.
A logística costuma concentrar gargalos clássicos: divergência de estoque, atrasos na expedição, custo de frete mal controlado, falhas de comunicação com compras e vendas e complexidade fiscal.
Um ERP ajuda porque:
- padroniza processos (menos variação = menos erro);
- integra compras ↔ estoque ↔ expedição ↔ faturamento ↔ financeiro;
- melhora rastreabilidade (quem fez o quê, quando e por quê);
- reduz dependência de planilhas e controles paralelos.
Quando se trata de maneira específica sobre a logística, o rápido acesso às informações e a maior integração entre os setores são fatores que diminuem a quantidade de desencontros e aceleram os processos de compra e entrega.
A logística é um dos setores que traz mais dificuldades para a produtividade. São problemas na gestão de estoque, nas entregas, gargalos de produção e outros fatores. Na busca pela otimização dos processos logísticos, a ajuda de uma ferramenta que possibilite o maior controle dessas informações é essencial.
Conheça 7 formas de aplicar o ERP na logística
Como falamos acima, o ERP é fundamental para a logística da empresa. Se você ainda não sabe como ele funciona, confira 7 exemplos práticos do uso da ferramenta!
- Gestão de pedidos
Ele permite que o gestor da área tenha total acesso a todas as informações sobre os pedidos de compra solicitados aos fornecedores. Com os dados em mãos, ele pode avaliar a efetividade do serviço e o cumprimento dos prazos. A avaliação pode apontar se os parceiros estão oferecendo o que a empresa necessita. Caso não estejam, demonstra a necessidade de encontrar novas parcerias. Além disso, a integração entre os setores contribui para que as necessidades de compra cheguem rapidamente ao setor, que pode se preparar de maneira mais planejada, evitando o gasto excessivo durante as negociações.
- Controle de estoque
O ERP trabalha na otimização e no controle de estoque, cuidando da prevenção de desperdícios ou perdas de produtos. Analise se a ferramenta desejada atende a diferentes processos no setor de estoque, como facilidade para fazer o inventário, além do controle de entrada, de saída, de quantidade e das datas. O sistema fornece uma visão mais ampla sobre a rotatividade do estoque, o que auxilia para que o armazenamento tenha sempre à disposição o que é necessário para a produção. Isso ajuda a evitar a possibilidade de perda de matéria-prima. A comunicação entre o estoque e a gestão de pedidos também é otimizada, diminuindo a falta de produtos essenciais, que derrubariam a produtividade e atrapalhariam os resultados de vendas.
- Controle das frotas
O controle das frotas é essencial para o sucesso do empreendimento. Uma das possibilidades é monitorar o transporte das entregas em tempo real. Como resultado, o gestor conseguirá detectar falhas no processo e agir de forma rápida em busca da solução. Os dados também servem para a otimização das rotas. Com eles, é possível descobrir quais são os melhores trajetos para os veículos, ajudando na redução de custos e na melhoria do processo de entrega.
- Gestão financeira
A gestão financeira pode ser um dos principais desafios de uma empresa. Algumas funcionalidades que ERP traz são:
- Contas a pagar e receber;
- Fluxo de caixa;
- Integração bancária;
- Previsões de receitas e despesas;
- Relatórios;
- Entre outros.
Essas funções facilitam o controle geral do negócio e evitam erros que possam comprometer a saúde financeira. Portanto, ao procurar uma ferramenta para a sua empresa, verifique se ela conta com as funcionalidades citadas acima.
- Emissão de documentos fiscais
Além de contribuir com o controle financeiro, a ferramenta emite documentos fiscais, deixando a empresa ciente de suas obrigações. Entre todos os gerenciamentos, o fiscal é sem dúvida o mais complexo, pois manter-se atualizado com todas as leis não é algo simples. É bom lembrar que toda empresa que realiza o transporte de carga necessita emitir documentos fiscais eletrônicos e obrigatórios. O sistema é atualizado e efetua a emissão automática dessas guias, cumprindo todas as exigências legais e evitando problemas na área jurídica.
- Processo de expedição dos produtos
Outra funcionalidade interessante é o auxílio no processo de expedição de produtos. Uma ferramenta de qualidade contém ampla variedade de relatórios de cargas, romaneios, minutas e etiquetas que tornam esta tarefa mais simples e prática.
- Emissão de relatórios
Quando os processos são realizados da forma tradicional, a emissão de relatórios não é uma tarefa simples. Afinal, juntar todos os dados e produzir um novo em cima deles é algo trabalhoso e que está sujeito a erros. O ERP oferece a emissão de relatórios automática. Assim, o gestor consegue acompanhar todas as etapas de logística da empresa, detectando possíveis gargalos de produção e trabalhando para melhorar os pontos fracos do negócio.
Estes são alguns exemplos práticos da utilização de um ERP na logística de uma empresa. Como vimos, ele é uma excelente solução para a otimização dos processos e o aumento da produtividade.
O que analisar ao escolher um ERP para logística
Requisitos essenciais (checklist rápido):
- Integração nativa ou via API com WMS/TMS, e-commerce/marketplaces e transportadoras;
- Módulos de estoque, compras, expedição, fiscal e financeiro realmente conectados (sem “retrabalho entre telas”);
- Capacidade de relatórios e dashboards (KPIs logísticos e financeiros);
- Suporte e atualização para documentos fiscais eletrônicos e mudanças regulatórias (especialmente 2026);
- Segurança, perfis de acesso e trilha de auditoria;
- Escalabilidade (crescer em volume sem “quebrar” o processo);
Sinais de alerta
- Dependência constante de planilhas para fechar o mês;
- Emissão fiscal “fora” do fluxo (informação duplicada);
- Dificuldade para rastrear status de pedido/entrega em poucos cliques;
- Baixa confiabilidade do estoque (todo mundo “tem seu número”);
Na hora de escolher uma opção, busque uma ferramenta que seja flexível e que disponibilize a personalização de acordo com as necessidades e objetivos do seu negócio.
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