Gestão de negócios: o que esperar da nova geração de ERPs?

Ao longo dos últimos anos temos acompanhado dois pontos de vista sobre o uso dos ERPs. 

No primeiro, o ERP é apresentado como um software único que gerencia pontos críticos de toda empresa como faturamento e controle de estoque.  

O segundo ponto está relacionado à possibilidade de substituir uma solução unificada por diversos softwares especializados em uma ou mais função. 

As principais justificativas dos que compartilham dessa segunda visão está em apontar o ERP, concebido há mais de duas décadas, como uma solução rígida que teria dificuldade de evoluir no ritmo dos negócios. Para estes, o ERP tradicional dificilmente poderia ser adaptado à nova realidade, impulsionada pela transformação digital nas empresas.

Resposta dos desenvolvedores ERPs aos seus usuários

Se por um lado é normal que haja preocupações referentes à eficácia dos sistemas ERPs tradicionais, por outro, é importante lembrar os benefícios de contar com uma solução unificada – razão pela qual esses softwares permanecem sendo consumidos pelas empresas que prezam por uma gestão eficiente. 

Uma vantagem, por exemplo, é a gestão 360º. Como os usuários se conectam a uma única interface, é possível ter a visibilidade panorâmica de tudo o que acontece no ambiente da empresa. E essa é uma condição importante para que o gestor possa eliminar fraquezas e potencializar o que funciona bem. 

Por isso, os principais players de ERP, cientes da exigência do mercado por rápidas adaptações, passaram a buscar a evolução dos seus produtos sem prejuízo dos seus usuários. 

Dentro desse processo, a principal preocupação dos desenvolvedores tem sido a escalabilidade. Na prática isso significa que enquanto um ERP tradicional forçaria as empresas a adaptarem seus processos ao sistema (sem poder alterá-lo), a nova geração de ERPs busca oferecer flexibilidade ao cliente por meio da integração com outras ferramentas e aplicações.

Assim, os sistemas de gestão se tornaram capazes de evoluir no ritmo que os negócios precisam sem abrir mão da robustez que os softwares unificados proporcionam.

Softwares especializados x solução unificada

Mesmo que a ideia de trabalhar apenas com softwares especializados seja atrativa, é necessário considerar que a formação de silos de tecnologia pode trazer complicações para a organização. 

Isso porque, para que haja uma gestão eficiente dos negócios, todas as interfaces devem se comunicar, o que gera um processo bastante complexo de ser aplicado. 

Além disso, o custo para a implementação de diferentes soluções sai caro, especialmente para empresas de menor porte. 

Por isso, a utilização de um ERP integrado a uma ou mais aplicações específicas é mais efetivo do que apostar em soluções diversificadas que não entregam a visão completa do negócio.

Soluções cada vez mais inteligentes

Vamos lembrar que ERP é a sigla em inglês para “Planejamento de Recursos da Empresa”. Ele surgiu para automatizar processos, centralizar informações relevantes e facilitar a comunicação entre os setores.  Por essa enorme usabilidade é que o sistema não deixará de existir.

Porém, as novas versões dessa poderosa ferramenta de gestão vêm ganhando posição no mercado como plataformas inteligente de negócios, abertas às mudanças trazidas pelas novas tecnologias. 

Contudo, o que não mudou é o princípio de entregar um conjunto completo de processos de negócios dentro de um sistema unificado e pronto para corresponder aos desafios empresariais.

Marcel Farto, CEO da ONCLICKé formado em Sistemas de Informação pela Unesp e possui MBA em Gestão Empresarial pela FGV. O executivo soma 20 anos de experiência no segmento de TI, numa trajetória que mescla empreendedorismo e gestão de negócios. Começou na ONCLICK em 2012 como Diretor de Desenvolvimento, assumindo a presidência em 2014. Antes, foi fundador e CEO da Commit Consulting.

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