Entenda o uso do Big Data Fiscal para detectar fraudes de informações

Estamos na Era da Informação e o termo Big Data Fiscal já é bastante comum entre os profissionais de detecção de fraudes. As ferramentas de BI e de Data Analytics são poderosas e conseguem processar volumes de dados cada vez maiores. Regressão linear, aprendizado de máquina e análise de padrões são aplicações estatísticas muito úteis para quem tem interesse na área de ciência de dados.

Compreender os conceitos e o funcionamento dos sistemas de Big Data é uma maneira de se manter atualizado com as tendências da tecnologia. Trata-se de uma inovação que apoia muito as fiscalizações da Receita Federal do Brasil (RFB) no momento da detecção de fraudes e irregularidades. Continue a leitura do artigo para se familiarizar ainda mais com o assunto!

O que é um Big Data Fiscal?

Primeiramente, é preciso entender o significado de Big Data: um processo automatizado de coleta de grandes volumes de informações. Por meio de algoritmos complexos, consegue-se encontrar padrões e anomalias nas massas de dados e isso gera insights interessantes para os gestores de negócios. Empresas como Facebook, Uber e AirBnb utilizam essa tecnologia maciçamente para se antever aos comportamentos dos seus usuários.

Já o Big Data Fiscal consiste em um grande conjunto de informações com aplicabilidade às demandas de fiscalização tributária. Órgãos como a Receita Federal e as Secretaria Estaduais utilizam essas ferramentas para cruzar dados e detectar sonegações de impostos e evasões fiscais. Essa é uma forma do Governo gerenciar com mais eficácia a arrecadação de verbas públicas.

Ficou interessado no assunto? Então continue a leitura do artigo para entender mais sobre o uso do Data Analytics e do BI na detecção de fraudes de informações. Veja! 

1. Análise das demonstrações de fluxo de caixa

A demonstração de fluxo de caixa (DFC) é um apoio direto às decisões financeiras das companhias. Esse cálculo clarifica as possibilidades de investimentos e as comparações com relatórios de gastos. As ferramentas de Big Data Fiscal conseguem cruzar essas informações rapidamente e detectar possíveis irregularidades. Logo, é interessante analisar bem suas demonstrações contábeis e prezar pela qualidade dos dados registrados.

A análise das DFC permite o melhor detalhamento dos custos do seu negócio e planejamentos mais seguros. Registrar os itens contábeis incomuns como uma multa mais cara ou uma despesa extra ajudará você no controle dos gastos da sua empresa ao longo do ano e em uma eventual prestação de contas aos órgãos reguladores.

2. Registros dos débitos parcelados

Os Programas de Regularização Tributária (PRT) permitem às empresas parcelarem suas dívidas com o fisco e obterem as certidões positivas de débito com efeitos de negativa. Essa sistemática faz com que a RFB consiga regulamentar os parcelamentos de débitos dos contribuintes e assim, detectar possíveis fraudes em licitações públicas.

Trata-se de um procedimento para aprimorar a arrecadação tributária e fazer com que as pessoas jurídicas não incorram em omissões fiscais.

Os registros dos débitos em parcelamento ficam cadastrados em grandes Big Datas do Governo. Isso permite aos fiscos identificar rapidamente quais contribuintes têm problemas fiscais com maior materialidade. Logo, o registro cuidadoso dos débitos da sua empresa é essencial para evitar imprevistos futuros e manter a regularidade fiscal.

3. Inteligência Artificial 

A inteligência artificial já chegou na gestão das empresas e o Governo também já aproveita os seus benefícios. A computação cognitiva, integrada à Internet das Coisas (IoT) e às redes sociais, acelerou muito os processos de análises preditivas de informações. Isso facilita a detecção de anomalias e tendências nos cadastros dos bancos de dados fiscais.

Trata-se de tecnologias capazes de aprender sozinhas e que geram dados relevantes para o fisco.

O Big Data Fiscal tem cruzamentos de massas de dados dos contribuintes segregados por Estados e Municípios. Essa ampla gama de informações permite projetar perfis de comportamentos e facilitar o trabalho dos fiscais na detecção de indícios de irregularidades. Portanto, é relevante manter um controle forte dos registros contábeis e financeiros da sua empresa para evitar problemas com a RFB.

4. Cruzamentos de Notas Fiscais

As notas fiscais são meios para que o fisco consiga rastrear os produtos e serviços fornecidos pela sua empresa. Trata-se de um formulário com vários campos, códigos e classificações que permitem o maior controle das atividades empresariais pelo Governo. Compreender bem o layout das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) pode evitar eventuais demandas com as Secretarias Estaduais.

Os sistemas de Big Data Fiscal cruzam diariamente várias dados das NF-e e conseguem visualizar quais ramos de negócio estão mais suscetíveis às irregularidades fiscais. Com isso, identifica-se rapidamente possíveis indícios de sonegação de tributos. Logo, é necessário controlar se informações inseridas nas suas notas fiscais estão corretas e confiáveis.

5. Comparação de valores declarados

A comparação dos valores declarados na RAIS e na DIRF faz parte das rotinas da RFB para a detecção de informações inconsistentes. O objetivo é identificar os dados incorretos nos rendimentos pagos mensalmente e nas verbas de indenização como avisos prévios e férias. Com isso, torna-se mais fácil achar os indícios de irregularidades das empresas.

Os processos fiscalizatórios são eletrônicos e isso reforça a necessidade de se manter atualizado com as tendências da tecnologia e aprimorar cada vez mais os seus controles contábeis. Os órgãos arrecadadores contam com infraestruturas de TI robustas justamente para evitar sonegações fiscais. Portanto, é relevante manter o controle das informações financeiras declaradas pela sua empresa. 

6. Cidades Inteligentes 

As tecnologias de sensores viabilizam o surgimento de cidades inteligentes no mundo inteiro, e no Brasil essa realidade está bem próxima. O Big Data Fiscal apresenta diversas integrações com órgãos do governo e já consegue rastrear informações de trânsito, bancárias e notariais e cruzá-las de acordo com os objetivos da fiscalização. O objetivo é justamente aprimorar a arrecadação dos impostos e evitar fraudes fiscais.

Conhecer bem esse novo contexto é fundamental para que seu negócio não enfrente demandas fiscais no futuro. Lembre-se de que as informações dos órgãos de controle federais e estaduais estão cada vez mais integradas e isso reforça a necessidade de manter os seus registros contábeis organizados e acessíveis.

Muito bem, essas são as principais informações que você precisa saber sobre Big Data Fiscal na detecção de fraudes. Gostou do artigo? Então compartilhe com seus amigos nas redes sociais. O seu apoio é muito importante para nós!

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